quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Felicidade, Bem-Estar e Capacidades

Nesse capitulo é exposto a relação de felicidade com economia. Pois a felicidade ela é base para avaliação do bem-estar das pessoas e guia para a elaboração de políticas públicas, isso compete à economia do bem-estar- uma parte da economia que trata especificamente disso. Amartya Sen se contrapõe à questão de levarem em conta somente a felicidade, sendo que outras coisas poderiam ser levadas em conta e no entando são abandonadas pelos economistas. Mas isso acontece por que a economia do bem-estar se apoia no utilitarismo, então defendem que  a ordenação da bondade dos estados sociais e a seleção que deve ser escolhida tem que ser feitas com base na soma total do bem-estar dos indivíduos em cada estado. E assim era, todos os estados sociais alternativos eram julgados pela soma total de felicidade que resultasse respectivamente dessas políticas. Lionel Robbins criticou essa ideia e argumentou que comparações interpessoais não têm base científica e portanto não são feitas de forma sensata. Isto é, você não pode comparar a felicidade de uma pessoa com a de outra. Depois dessa crítica a economia do bem-estar mudou sua metodologia e passou a ser chamada de "nova economia do bem-estar". 
Sen nessa obra também cita Arrow, que fala que devemos vincular as escolhas ou juízos sociais ao conjunto de preferências individuais. Deve-se depender apenas das utilidades individuais e negar as relações (comparações) interpessoais de utilidades. Arrow diz que a extensão da felicidade como indicador da situação de uma pessoa é aplicada separadamente a cada indivíduo, ou seja, não deve-se fazer comparações entre níveis de felicidades entre duas ou mais pessoas diferentes. Não podemos identificar "ser rico" ou "ser pobre" com alto ou baixo nível de felicidade, uma vez que isso implicaria fazer comparaçoes interpessoais de felicidades ou utilidades. Isso gera uma limitação informacional, que é a intrepretação utilitarista do bem-estar individual. Essa visão estreita de bem-estar individual pode ser especialmente restritiva ao se fazer comparações interpessoais de privações.

Um comentário:

  1. É sensato da parte dos pensadores que se arrogam a contr-argumetar e a refutar teorias ou pensamento acerca de um tema, fazer isso com base nos fundamentos de seus rivais. Pensando dessa maneira, temos que o alvo das críticas devem ser nõo somente os economistas que levam em conta apenas a felicidade como parametro de bem-estar, mas tambem o fundamento que eles se utilizam, ou seja, o Utilitarismo.
    O utilitarismo, fundado por, em sua grande maioria, teóricos sociais e economistas, tinha como objetivo responder a dúvidas e problemas de ordem moral. Consistia em assertivas amplas que se encaixavam em esquemas muitos abrangentes. Atualmente são comuns, as críticas que são feitas ao utilitarismo, críticas que o atacam como se ele pudesse dar conta de questões restritas, demonstrando as suas consequências, quando posto em prática, e as implicações que ele leva.
    O utilitarismo priva certos indivíduos de suas liberdades em troca da maximização do bem, sendo assim a justiça utilitarista estaria sendo conivente com a violação dos direitos dos cidadãos. Os direitos assegurados pela justiça não estão sujeitos a barganha ou a nenhum tipo de negociação, sejam elas políticas ou não e a nenhum cálculo de interesse social. Como podemos perceber a justiça segundo o utilitarista está apenas a serviço do bem ou seja da maximização do bem. Além do que não devemos entender esse bem apenas como felicidade. já que esse parametro pode ser "maquiado" tornando-se insatisfatorio como parametro de medida para o bem-estar dos indivíduos.

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