A igualdade sempre esteve presente nas principais exigências revolucionárias, tanto na Europa e nos Estados Unidos, no século XVIII, como também, no período pós-iluminista.
Ela foi destacada nas contribuições dos filósofos políticos, que foram vistos como "igualitários" e, nos Estados Unidos, como "liberais": John Rawls, James Meade, etc. O mais importante é que a igualdade é exigida de alguma forma básica mesmo por aqueles que colocam em dúvida os "argumentos a favor da igualdade" e expressam ceticismo sobre a importância central da "justiça distributiva". Por exemplo, Robert Nozick pode não se inclinar para igualdade de utilidade (como James Meade), ou para a igualdade de dotações de bens primários (como John Rawls), mas, ainda assim, Nozick exige a igualdade de direitos libertários: nenhuma pessoa deveria ter mais direito à liberdade do que as outras.
Para os utilitaristas em geral, eles não querem a igualdade das utilidades desfrutadas por diferentes pessoas e sim, apenas a maximização da soma total das utilidades, independente da distribuição, além disso, eles buscam igualdade de tratamento dos seres humanos, atribuindo igual importância aos ganhos e às perdas de utilidades de todos, sem exceção.
Contudo, ser um igualitarista não é, em sentido óbvio, uma característica "unitiva", tendo em conta as divergências sobre as formas de responder à pergunta "igualdade de quê"? Sendo que algumas áreas de concentração (para identificar os espaços correspondentes nos quais a igualdade é buscada) são tradicionalmente associadas com exigências de igualdade na filosofia política, econômica ou social, é a igualdade nesses espaços (por exemplo, renda, riqueza ou utilidades) que tendem aparecer sob o nome de "igualitarismo", enquanto a igualdade em outros espaços (por exemplo, direitos, liberdades ou o que se considera como méritos das pessoas) parece expressar reivindicações anti-igualitárias.A igualdade em relação as suas capacidades, não precisam ser exigidas juntas, pois a capacidade é apenas um aspecto da liberdade relacionado com as oportunidades substantivas, e não pode considerar devidamente a justiça e a equidade envolvidas em processos que tenham relevância para a ideia de justiça. Capacidades são características das vantagens individuais, e, embora possam incorporar algumas características dos processos envolvidos, não logram nos dizer o bastante sobre a justiça ou a equidade dos processos envolvidos, ou sobre a liberdade dos cidadãos para invocar e utilizar processos que sejam equitativos.
A capacidade é, de fato, nada mais do que uma perspectiva em cujos termos as vantagens e desvantagens de uma pessoa podem ser razoavelmente avaliadas. Essa perspectiva é significativa por si mesma, e também é extremamente importante para as teorias da justiça e da avaliação moral e política. Mas nem a justiça nem a avaliação política ou moral podem se voltar apenas para as oportunidades e as vantagens gerais dos indivíduos em uma sociedade. O objeto de um processo justo e um acordo justo vai além das vantagens gerais dos indivíduos e abrange outras considerações - em especial, processuais-, que não podem ser adequadamente enfrentadas através da exclusiva concentração nas capacidades.
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